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Pulpotomia


A Pulpotomia é uma técnica, como  o próprio nome já diz, que irá atuar na polpa dental. Esta é um tecido conjuntivo frouxo de origem mesenquimal que é circundado por dentina podendo ainda, ser de divididas em duas porções: a polpa coronária e a polpa radicular. A Pulpotomia é uma técnica de remoção somente da polpa coronária, ou seja, da coroa, que é seguida por medicação para que se conserve a polpa da porção radicular.


Ela é indicada para dentes que tenham tido uma exposição pulpar por cárie, para dentes que possuem o ápice sem cemento (rizogênese incompleta) em caso de pulpite, para aqueles que possuem uma ampla destruição coronária e que não precisa de pino intracanal, em dentes com exposição pulpar acidental e para aqueles dentes que não possuem fístulas ou lesões apicais.
Agora, a pulpotomia é contra-indicada em casos com dor espontânea que não cessa com analgésico, pois aí há a necessidade de uma pulpectomia (remoção completa da polpa). Também não há indicação quando não consegue-se realizar o isolamento absoluto, quando o dente está com mobilidade, fístulas, reabsorção radicular de mais de dois terços das raízes, em dentes sem a possibilidade da restauração e também não é indicada quando a coroa não conter pelo menos três paredes na câmara pulpar dental.
Fatores favoráveis à pulpotomia consistem na visualização da polpa, após a abertura coronária, de modo que ela esteja com o sangue da cor vermelho vivo (hemorrágico) e ao curetar esse tecido ele deve possuir um aspecto consistente, não muito amolecido. Quando a polpa estiver com aparência amarelada e o tecido muito mole a indicação é o tratamento de canal e não a pulpotomia.
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A  pulpotomia pode ser realizada de diferentes maneiras como a pulpotomia mediata e a pulpotomia imediata. A primeira é realizada em duas sessões e a segunda em uma sessão única. Na mediata em sua primeira sessão, além dos procedimentos básicos do tratamento, aplica-se um medicamento muito conhecido no ramo odontológico que é o Otosporin e um selamento duplo provisório para que o dente não permaneça exposto ao meio bucal até que se retire a medicação junto ao selamento na segunda sessão. Já na imediata pode-se aplicar o Otosporin por 40 segundos na câmara e em seguida já pode-se partir para a restauração.
É importante dizer que na pulpotomia mediata em sua segunda sessão não há a necessidade de anestesiar o paciente, pois após a remoção do selamento provisório realiza-se um uma verificação do sucesso da técnica através de um teste chamado de "Teste de remanescentes pulpares", pois assim, quando ao iniciar a técnica o paciente sentir dor significa que ainda há um nervo ali e que, por isso houve um sucesso.
O Otosporin é uma medicação com bastante ação anti-inflamatória também possuindo ação antibiótica sendo, por isso, muito utilizado em vários procedimentos em que necessite-se da redução do processo inflamatório e infeccioso.
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Dessa forma, é importante que o cirurgião-dentista saiba como verificar o estado clínico de saúde da polpa para que consiga realizar procedimentos como a pulpotomia quando há a devida indicação.

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