Olá, essa postagem possui o objetivo de exemplificar algumas normas de procedimentos a serem seguidas com a finalidade de tratamento de algumas complicações pós-cirúrgicas como a alveolite e hemorragias. Ela foi baseada no livro de Eduardo Dias de Andrade intitulado como "Terapêutica Medicamentosa em Odontologia" sendo muito utilizado no meio acadêmico em diversas universidades.
PROTOCOLO
EM COMPLICAÇÕES PÓS-CIRÚRGICAS
ALVEOLITE
- Anestesia regional evitando o alvéolo (Bupivacaína);
- Irrigação do alvéolo com soro
fisiológico;
- Curetar rigorosamente para remoção de
restos necróticos ou corpos estranhos.
- Irrigar novamente com soro e em seguida com clorexidina 0,12%;
- Não suturar;
- Orientar paciente com os cuidados pós-operatórios;
- Prescrever analgésico como dipirona;
- Retorno após 48 horas;
- Acompanhamento até alta.
Pasta
medicamentosa: metronidazol
10%, lidocaína 2%, essência de menta, lanolina ou carboximetilcelulose.
Aplicação de
pasta medicamentosa:
- Após irrigação, isolar campo e secar o
alvéolo;
- Através de seringa descartável
preencher alvéolo com a pasta;
- Morder gaze úmida sem muita pressão
por 15 minutos.
Antibióticos:
penicilina
V, ampicilina ou amoxicilina.
PERICORONARITE
- Anestesia local dos nervos alveolar
inferior, lingual e bucal;
- Remover placa dental e cálculo supra e
subgengival cuidadosamente devido à área inflamada;
- Irrigar com soro fisiológico e/ou
digluconato de clorexidina 0,12%;
- Orientar paciente quanto à higinização
bucal para controle da placa para que a doença não apresente recidiva;
- Prescrever bochechos com 15 ml de
clorexidina a 0,12% não diluída de 12/12 horas;
- Prescrever analgésicos;
- Acompanhamento até a alta do paciente.
1ª opção: amoxicilina
500 mg a cada 8 horas + metronidazol
250 mg a 400 mg a cada 8 horas por 3 dias.
OBSERVAÇÃO: não é necessário dose de ataque no
metronidazol.
2ª opção: clindamicina
300 mg a cada 8 horas por 3 dias.
HEMORRAGIA
- Manter a calma;
- Remover a sutura quando presente;
- Tentar localizar o ponto de
sangramento ou avaliar se é difuso;
- Anestesiar por bloqueio com
mepivacaína 2% com epinefrina devido ao maior tempo de latência;
- Limpar a área com soro e gaze;
- Comprimir com uma gaze e aguardar por
5 minutos aspirando sempre para evitar deglutição de sangue;
- Avaliar a pressão arterial, pois essas
medidas podem não ser eficazes com hipertensos;
- Em casos de melhora suturar para
manutenção de coágulos e apoximação das bordas da feida;
- Se a hemorragia persistir, tamponar o
alvéolo com com esponja estéril de gelatina absorvível ou cera óssea;
- Morder uma gaze úmida sobre o local
por 15 minutos.
Se a hemorragia for controlada:
1. Dispensar o paciente;
2. Prescrever dieta líquida e fria,
hiperprotética.
3. Mesmo protocolo de cuidados
pós-cirúrgicos.
Se a hemorragia persistir:
1. Suspeitar de problemas de caráter
sistêmico;
2. Encaminhar imediatamente para
avaliação médica e de um buco-maxilo-facial, em ambiente hospitalar.
PARESTESIA
- Informar o paciente que a parestesia
geralmente é temporária, embora raramente seja definitiva.
- Anotar sinais e sintomas e agendar
nova consulta dentro de 30 dias;
- Se persistir por mais de 2 meses encaminhar
para cirurgião buco-maxilo especialista nesse tipo de problema.
- Prevenção:
- Se o paciente sentir um choque
elétrico durante a anestesia, movimentar a agulha para fora do local que o
anestésico estava sendo injetado;
- Não imergir tubetes anestésicos em
soluções desinfetantes;
- Minimizar uso de articaína e
prilocaína para bloqueio regional.
Agradeço por ter lido até aqui e aceito sugestões e críticas construtivas!


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